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Balanço da época 2006/2007 e perspectivas de futuro

01/08/2007 

Terminou a época desportiva, com um balanço bastante positivo:

 

Infantis masculinos

5º Lugar no AndeOeiras.

 

Iniciados Masculinos

2º Classificado do Grupo B: 20 Jogos, 14 vitórias, 1 empate, 5 derrotas.

2º Classificado no AndeOeiras.

 

Juniores Masculinos

Campeões Regionais da 2ª Divisão.

 

Apesar destes resultados, gostaria de salientar o seguinte:

 

1.A formação de jogadores é um processo contínuo.

2.É certo que as mudanças mais significativas no jogo se dão nas idades de iniciados e juvenis, mas também é verdade que nessas idades as mudanças físicas, psicológicas e fisiológicas são muito mais importantes que nas etapas posteriores, onde o crescimento e a maturação adquirem um ritmo muito mais pausado.

3.Na próxima época desportiva, a maioria dos nossos jogadores vai entrar no período específico de formação.

4.Nesse período, a formação de jogadores deve basear-se nos seguintes pontos:  

a) O jogo que se realiza tem as mesmas características que o jogo adulto.

b) O objectivo é que, depois desta etapa de formação, os jogadores conheçam e dominem razoavelmente todos os recursos do jogo

   (individuais e colectivos) que se utilizam habitualmente no jogo adulto.

c) Trabalhamos muito mais que na etapa anterior sobre detalhes concretos do jogo e, portanto, utilizamos mais frequentemente a análise

    como forma de trabalho. Ainda que não se abandonem as formas de trabalho global, como método de integração das habilidades

    específicas adquiridas na dinâmica total do jogo.

d) Na avaliação prima a excelência como referência, mas devemos começar a valorizar aspectos de eficácia na competição, sendo estes

    cada vez mais importantes segundo avança o período.

 Assim, o que temos que conseguir é que os jogadores adquiram uma base lógica que lhes permita adaptar a sua intervenção em qualquer fase do jogo às circunstâncias que se apresentem, de forma razoável.

Para conseguir este propósito, é muito mais importante estruturar adequadamente os conteúdos de trabalho que se realiza, do que juntar uma grande quantidade de recursos, sem uma conexão lógica.

Também é preciso ressalvar que o carácter colectivo do Andebol deve orientar todo o processo de formação. Isto obriga-nos a respeitar duas normas, que muitas vezes são esquecidas:

a) A eficácia de um jogador deve medir-se pela adequação do seu jogo aos objectivos colectivos

b) A formação deve incluir o domínio dos recursos colectivos do jogo, tanto a nível de táctica de grupo (jogo entre 2 / 3 jogadores) como de sistemas de jogo.

Numa palavra, a formação do jogador não pode ser desligada da formação de equipas competitivas. Não podemos formar bons jogadores se não formarmos boas equipas. Para isso, a construção da equipa deve basear-se em duas actuações paralelas e complementares:

a)O aumento das capacidades dos jogadores.

b)A melhoria do funcionamento colectivo.

Estes serão os desígnios do futuro em relação às equipas.

 Em relação à política desportiva do clube, teremos de melhorar a “cultura do clube”, procurando mais atletas, fazendo maior ligação à escola, fixando mais atletas e envolvendo mais os pais na prática desportiva dos seus filhos.

O mote está dado, vamos ao trabalho.

 

                                                          Professor Carlos Jorge Nunes

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